Autor: Reed Miller                Fonte de pesquisa  MEDSCAP

Segundo uma pesquisa mostrada na apresentação de pôsteres das sessões científicas de 2010 do American College of Cardiology, a calcificação da aorta abdominal (CAA) é um preditor de doença coronariana obstrutiva e de mortalidade por todas as causas, e a ausência de CAA é um preditor de ausência de doença coronariana obstrutiva.

O Dr. Steven Simpson (Henry Ford Heart and Vascular Institute, em Detroit, MI) e colaboradores analisaram tomografias abdominais sem contraste de 367 pacientes assintomáticos para doença coronariana, mas submetidos a uma angiografia coronariana até 1 ano após a TC.

As tomografias foram solicitadas por várias razões, como dor abdominal. Os critérios de exclusão foram DAC anterior conhecida, IAM com supra de ST na época da angiografia ou cirurgia prévia da aorta abdominal.

Após um acompanhamento médio de 27 meses, 65 pacientes faleceram. Uma análise univariada evidenciou que um aumento da calcificação da aorta abdominal foi associado a um aumento da mortalidade.

Uma análise multivariada mostrou que a CAA acrescenta informações prognósticas adicionais às variáveis clínicas, anatomia das artérias coronárias e função do ventrículo esquerdo.

“Trata-se de uma informação livre, portanto, se alguém olhar a tomografia, gravá-la é, provavelmente, uma coisa útil a se fazer”, Simpson contou à heartwire. “É válido para um cardiologista olhar uma tomografia abdominal anterior.

Ela pode melhorar o seu julgamento... obviamente, não estamos dizendo que se deve solicitar uma tomografia sem contraste do abdome com o propósito de avaliar os escores de cálcio das artérias coronárias por TC, mas, visto que esta é uma informação livre, nós podemos utilizá-la. Ela aumenta minha agressividade em alguns pacientes”.

Uma segunda análise descobriu que 134 pacientes apresentavam doença arterial coronariana obstrutiva. Os pacientes com coronárias obstruídas eram mais velhos e mais propensos a ter hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia e a usar aspirinas e estatinas do que o grupo total.

Os escores de calcificação da aorta abdominal foram significativamente mais altos nos indivíduos com DAC obstrutiva.

No outro lado da escala de calcificação da aorta abdominal, apenas sete dos 62 pacientes com um escore zero de CAA mostraram doença coronariana obstrutiva na angiografia.

A capacidade da CAA de predizer a doença coronariana obstrutiva teve uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 31%, com valores preditivos positivos e negativos de 58% e 89%, respectivamente.

Contudo, os autores alertam que seus resultados devem ser confirmados em um grupo maior, incluindo pacientes de baixo risco, antes que a CAA possa ser adotada como um método de estratificação do risco.















Cientistas decifram origem genética do vírus A(H1N1)

Dos oito tipos de RNA que compõem o material genético do vírus, seis vieram de porcos norte-americanos

Cientistas decifram origem genética do vírus A(H1N1)
SÃO PAULO - Cientistas americanos e japoneses decifraram a origem evolutiva do novo vírus A(H1N1), da chamada gripe suína, informa o jornal japonês Asahi Shimbun. Segundo os pesquisadores, dos oito tipo de ácido ribonucleico (RNA) que compõem o material genético do vírus, seis realmente vieram de vírus que infectavam porcos na América do Norte. Os outros dois vem de vírus que infectavam porcos na Europa e na Ásia.



  A retinopatia diabética é um fator preditivo independente de nova insuficiência cardíaca
Autor: Steve Stiles

Em uma análise do estudo Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC), foi observado que os diabéticos com retinopatia, mas sem doença clínica cardíaca, apresentam um risco duas vezes maior de desenvolver insuficiência cardíaca em um período de nove anos comparados àqueles sem retinopatia e independentes do controle glicêmico, além de uma longa lista de outros fatores de risco.

Estes achados complementam anos de evidência de associações entre retinopatia diabética e doença cardíaca e outras alterações da função microvascular. Além disso, sugere que a avaliação cuidadosa da função cardíaca nos diabéticos com doença ocular pode evitar a disfunção ventricular esquerda e facilitar a implementação precoce dos tratamentos, prevenindo a progressão da insuficiência cardíaca, segundo Dr. Ning Cheung (University of Melbourne, Austrália) e colaboradores. A análise dos pesquisadores foi publicada no volume de 22 de abril do Journal of the American College of Cardiology.

Este é o primeiro estudo populacional prospectivo que observou, no paciente diabético, que a presença de retinopatia confere um aumento do risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca mesmo na ausência de fatores de risco convencionais.

Em uma coorte de 1.021 participantes do estudo, entre 45 e 64 anos, com diabetes tipo II, mas sem disfunção cardíaca, renal ou alteração coronariana, 125 foram diagnosticados com retinopatia. Em um período de acompanhamento de nove anos, 106 dos 1.021 pacientes desenvolveram insuficiência cardíaca ou morreram desta causa.

A taxa de risco não ajustada de eventos cardíacos foi de 21,6% entre aqueles com retinopatia e 8,5% entre o resto. Em uma análise multivariada, o hazard ratio (intervalo de confiança de 95% [IC]) para desenvolvimento de insuficiência cardíaca entre pacientes com retinopatia foi de 2,71 (1,46 - 5,05). As covariâncias incluem idade, gênero, raça, índice de massa corporal, tabagismo, tempo de diabetes, uso de insulina, pressão arterial média, uso de drogas anti-hipertensivas, triglicerídeos e colesterol HDL e total.

O aumento do risco foi significativo em 2,20 (1,08 - 4,47) após ajuste com dados da espessura da íntima da carótida, da hemoglobina glicosilada e dos biomarcadores da função endotelial.

Em uma análise de subgrupo, o hazard ratio para insuficiência cardíaca entre os pacientes com retinopatia permaneceu elevado, 2,39, entre brancos, 7,88 entre afro-americanos, 3,67 e 2,98 entre homens e mulheres, respectivamente, e 2,22 e 5,59 entre hipertensos e normotensos, respectivamente.

Os editores viram que os mecanismos de interação entre a doença microvascular  da retinopatia diabética e a insuficiência cardíaca estão indefinidos, mas as possibilidades direcionam para inflamação vascular com disfunção endotelial.

Segundo eles, também há alguns fatores confundidores em potencial como medidas de glicemia e função renal.